Em 2025, São Bernardo do Campo deu um passo decisivo na modernização de sua mobilidade urbana com a implementação da Faixa Azul. O sistema, projetado exclusivamente para a circulação de motocicletas, encerra o ano consolidado como uma referência em segurança viária, priorizando a preservação de vidas e a organização do fluxo em corredores de alto tráfego.

Atualmente, o município conta com quase 9,2 quilômetros de faixas exclusivas em operação:

Avenida Lions: 4,2 km (implantados em março);

Avenida 31 de Março: 5 km (implantados em maio).

A iniciativa foca na redução de conflitos entre veículos de diferentes portes, melhorando a visibilidade e a fluidez tanto para motociclistas quanto para motoristas de carros e ônibus.

O modelo adotado pela Prefeitura segue rigorosamente as diretrizes da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O monitoramento é contínuo, com o envio de relatórios técnicos que comprovam a eficácia do sistema na redução de sinistros.

“A Faixa Azul representa uma mudança de cultura no trânsito. É uma ação concreta para salvar vidas e garantir mais respeito entre todos que utilizam as vias”, destacou o prefeito Marcelo Lima.

Com o sucesso dos primeiros trechos, a administração municipal já planeja a ampliação da rede. Durante a Conferência Nacional de Segurança no Trânsito, em Brasília, foi protocolado o pedido para novas implementações:

Avenida Engenheiro Otávio Manente: 2,69 km por sentido;

Avenida Robert Kennedy: 3,1 km por sentido (já autorizado).

Essa expansão permitirá a criação de um corredor azul contínuo, conectando a região da Paulicéia e do Taboão ao Corredor ABD. O novo eixo funcionará como uma alternativa segura à Rodovia Anchieta, diminuindo a pressão sobre as vias locais e integrando melhor os bairros. A expectativa é que, com as novas autorizações, São Bernardo alcance a marca de 20 km de Faixa Azul ao longo de 2026.

Fotos: Divulgação/PMSBC